“Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida.” O adeus de Rita Lee.
- avozdovinil

- 8 de fev.
- 1 min de leitura

“Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida.” Rita Lee
Parece frase de autoajuda, né? Mas aqui ela vem com fuzz, órgão torto e uma banda prestes a implodir.
Um disco lançado no meio do caos
Esse disco sai em 1972.Tá creditado como Rita Lee,mas quem toca é Os Mutantes inteiros.
Por quê?
Porque a gravadora não deixava lançar dois discos no mesmo ano.Jeitinho brasileiro aplicado ao rock.
Ou seja:não é exatamente um disco solo.Também não é exatamente um disco dos Mutantes.
É aquele momento estranho em que ninguém sabe direitose ainda dá pra continuar junto.
E isso dá pra ouvir.
Quando o som começa a rachar
Aqui o som já não é mais tropicalismo colorido.É mais ácido.Mais elétrico.Mais sem paciência.
As músicas parecem brincar,mas sempre com uma coisa meio atravessada por baixo.
Tem órgão viajando demais.Guitarra que entra quando não devia.Baixo marcando território.
E a Rita cantando como quem já sabeque vai precisar sair dalipra continuar existindo.
O último suspiro
Esse disco é o último suspiro da formação clássica dos Mutantes.Depois disso, nada volta a ser como antes.
Não é ruptura barulhenta.É desgaste.
E desgaste também faz som.
Talvez por isso ele soe tão vivo.Porque não tenta agradar.Não tenta organizar o caos.Só registra.
Como bons discos fazem.
Disco que pede tempo
Esse é daqueles álbuns que não pedem replay imediato.Pedem tempo.Pedem ouvido.Pedem vinil.
E agora?
Você escuta esse disco como começoou como fim?
Comenta aí.
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