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🎧 Elis Regina – Em Pleno Verão (1970): história, curiosidades e o clássico em vinil

Elis Regina e seu icônico sorriso.
Elis Regina e seu icônico sorriso.

Muito antes de estrada de ferro, Rodovia Anchieta ou qualquer outra ligação moderna…as famosas curvas da Estrada de Santos já existiam.

E não por acaso.

Eram trilhas abertas pelos povos indígenas, conectando a baixada santista à capital paulista.Caminhos que, com o tempo, viraram símbolo — não só histórico, mas também cultural.

E eventualmente… musical.


🎙️ “As Curvas da Estrada de Santos” e a leitura de Elis Regina

A canção “As Curvas da Estrada de Santos”, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, ganhou diversas versões ao longo dos anos.

Mas poucas têm o peso da interpretação de Elis Regina.

Gravada no álbum “Em Pleno Verão” (1970), essa versão muda completamente o clima da música.

Aqui, o que era estrada vira tensão.O que era narrativa vira entrega.



💿 O som do álbum “Em Pleno Verão” (1970)

Gravada no álbum “Em Pleno Verão” (1970), essa versão traz uma abordagem completamente diferente da original.

Aqui, a música ganha:

  • arranjo de Big Band

  • metais fortes, suingados e marcantes

  • base com influência de blues

  • uma cozinha (baixo e bateria) precisa, firme, pulsante

E no centro de tudo isso:

👉 a interpretação de Elis.

Ela canta com intensidade, com rasgo, com urgência.Não é apenas execução — é entrega.



⚡ Um momento de ruptura estética

Existe um detalhe importante nesse contexto.

Elis Regina, conhecida por sua postura crítica, foi uma das vozes que resistiram às mudanças estéticas da Tropicália.

Inclusive, participou de movimentos contrários ao uso da guitarra elétrica na música brasileira.

E mesmo assim…

👉 aqui, ela se permite.

Ela se abre para uma sonoridade mais moderna, mais elétrica, mais alinhada com o que estava acontecendo no mundo.

Isso torna esse registro ainda mais interessante.


Elis Regina e o Produtor Nelson Motta
Elis Regina e o Produtor Nelson Motta

🎚️ Produção de Nelson Motta e o som dos anos 70

O álbum foi produzido por Nelson Motta, figura central na história da música brasileira, o Forrest Gump da MBP

“Em Pleno Verão” carrega uma sonoridade:

  • mais aberta

  • mais solar

  • mais conectada com o espírito da época

É um disco que atualiza Elis sem tirar sua essência.


Tim Maia
Tim Maia

🔥 Uma joia escondida: Elis Regina e Tim Maia

No lado B do disco, existe uma pérola que muita gente deixa passar:

👉 “These Are The Songs”

Aqui, Elis divide os vocais com Tim Maia.

E o que poderia ser um simples dueto… vira outra coisa.

No livro Noites Tropicais, Nelson Motta descreve o momento:

“Mais que um dueto, a gravação virou um duelo, com Tim e Elis usando todas as suas armas e forças para fazer mais e mais forte e bonito. O estúdio tremia de excitação.”

E é exatamente isso que se ouve.

Não é só música.É disputa, energia, presença.



📀 Por que esse disco ainda importa?

“Em Pleno Verão” não é só mais um disco na discografia da Elis.

É um registro de transição.

De abertura.De risco.De atualização.

É o tipo de álbum que mostra um artista em movimento — e não preso ao próprio passado.



💿 O valor do vinil original

Pra quem coleciona, esse disco ganha ainda mais peso.

  • prensagem de época

  • selo Philips

  • material físico que carrega história

Não é só sobre ouvir.

É sobre segurar o disco, colocar na vitrola…e entender o som dentro do contexto em que ele nasceu.


Contra capa de "Em pleno Verão"
Contra capa de "Em pleno Verão"

🎶 Experiência pessoal (e real)

Esse tipo de disco não fica parado.

É o tipo que você coloca pra tocar… e deixa rolar.

Enquanto esse texto era escrito, ele estava girando aqui — volume alto, som aberto.

Curiosamente, até os vizinhos parecem entender quando o que está tocando faz sentido.


Aqui você encontra discos fundamentais da cantora:




 
 
 

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